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Imigrantes
 na Austrália

 Depois da abolição do envio de prisioneiros ingleses para a Austrália em 1868, quando já haviam entrado quase 170 mil deles, vieram os fazendeiros e garimpeiros para trabalhar a terra para a produção de alimentos ou para encontrar Ouro nas dezenas de minas que a cada dia eram descobertas. Os Chineses logo que souberam do maná do metal amarelo, não quiseram ficar de fora, e mais de 50 mil deles vieram para a Austrália. Apesar de boa gente e trabalhadores, logo os Chineses passaram a ser descriminados pelos mineradores e pela sociedade australiana. Em 1901, uma legislação chamada "Immigration Restriction Act" deu um banho de água fria na imigração Chinesa, e assim como outras países na época, só deixavam imigrantes vindos da Europa ( foi chamada White Policy) e assim abriu caminho para outras nacionalidades. Em 1904, as portas se abriram para imigrantes Europeus, com enorme contingente de Gregos, Italianos, Alemães, Poloneses, Escandinavos e Russos. Americanos e Canadenses não estavam muito interessados, apesar de ter tido um número razoável de imigração desses países. Nessa época (1904), o número de imigrantes já somava 2% da população da Australia, sendo a maioria homens solteiros, em busca de fortuna e trabalho.

Quando chegou a grande depressão de 1929, o bicho pegou. Não havia trabalho para quase metade dos australianos, e os imigrantes foram colocados contra a parede como culpados do desemprego. Em 1934, a porrada comeu entre um australiano e um italiano, sendo que o australiano morreu. Isso provocou uma rebelião contra estrangeiros, onde muitos tiveram suas casa queimadas e destruídas (além de 3 imigrantes mortos por vingança). Nessa época, a Austrália cortou a imigração, e abriu as portas somente para Ingleses. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, milhares de refugiados Judeus pediram asilo na Austrália, sendo aceitos. Por causa disso, a cidade de Melbourne hoje congrega a segunda maior colônia Judaica no mundo, fora de Israel. (New York é a primeira). Com o fim da Guerra e com a Europa parcialmente destruída, 170 mil refugiados, na maioria crianças, foram aceitos como novos imigrantes. A maioria deles veio somente com a roupa do corpo, nada mais.

Os Australianos locais não estavam muito satisfeitos com a invasão de imigrantes promovida pelo governo, e por causa disso pressionaram o Ministro da Imigração Arthur Calwell na época, a instituir uma nova política que se chamou "Ten British for Every Foreigner" ou seja, 10 Britânicos para cada outro estrangeiro. Nesse período, só entrava um imigrante não Inglês se 10 Ingleses tivessem entrado, caso contrário tinham que esperar na fila. Entre 1945 e 1975, entraram 1,5 milhão de Ingleses para viver na Austrália. Eles recebiam alojamento e comida, além de treinamento em uma profissão que a Austrália estivesse em demanda (na época, era assentamento de postes e  cabines telegráficas). Crianças com menos de 10 anos recebiam a passagem de graça, sendo que os adultos recebiam o "10 Pound Pom" (uma ajuda de custos que praticamente equivalia ao preço da passagem). Essa campanha australiana foi a maior já feita para atrair imigrantes, e ficou conhecida como "Populate or Perish" (algo como Popular ou Padecer). Entre 1949 e 1974, de 100 mil trabalhadores que contruiam represas, hidroelétricas, e infra-estrutura básica, 70 mil deles eram constituídos de imigrantes. Com tal número de trabalhadores homens, não haviam "piriquitas" suficiente para todos eles, e a solução foi importar mulher. Em 1956 dezenas de navios de mulheres chagavam na Austrália com a incubência de molhar o biscoito do futuro marido, digo, casar. Esse período ficou conhecido como "Bride Ships" (navios das noivas), que escolhiam o marido através de cartas e fotos enviadas pelo correio. Uma vez a vítima escolhida, as noivas vinham para a Austrália casar. Com a guerra do Vietnam em 1978, mais e mais refugiados asiáticos foram aceitos na Austrália. Cerca de 80 mil deles chegavam a cada ano, e ficaram conhecidos como "The Boat People" ("as pessoas do barco", pois chegavam em embarcações tão pequenas, que ninguém acreditava ser possível fazer tal travessia). Atualmente a Austrália tem uma politica definida para receber legalmente imigrantes com um sistema de pontos desenvolvido para receber os vários tipos, desde para montar negócios até trabalhadores qualificados. 

Hoje é muito difícil caracterizar um Australiano, principalmente devido as milhares de feições que podem ter. A variedade de raças, cor, e países de origem, faz com que os australianos sejam louros, pretos, morenos, brancos, amarelos, olhos puxados, nariz aquilino ou chapado, cabelo liso ou encrespado, baixos, altos, enfim, uma verdadeira salada de fruta cultural. Hoje a descriminação racial na Austrália é considerada contra lei e levado muito a sério. Pode exister por parte de um ou outro, cujas hemorróidas precisam ser tratadas, ou por aqueles cuja sanidade mental não permite ver que não existe volta ao passado. Racistas na Austrália felizmente contam-se nos dedos, e jamais conheci um. No mais, tudo o que você precisa para imigrar para a Austrália, é ter integridade de carácter, ter um nível ou aptidão profissional que possa garantir o seu sustento, se aplicar, e o mais importante de tudo, gostar da Austrália, pois ela recebe qualquer um de braços abertos.

Apesar de se integrarem na sociedade Australiana e fazer parte dela, muitos imigrantes ainda conservam seus costumes e hábitos. O próprio governo e as leis, incentivam e reconhecem os benefícios desse entrosamento e convívio cultural. Imigrantes são responsáveis não somente por ter ajudado a construir o país, mas também por muitas idéias e introdução de hábitos e comidas antes desconhecidos, e que hoje trazem enorme benefício para a Austrália. Praticamente existem comunidades de todos os países, que muitas vezes se aglomeram residindo em uma determinada área ou bairro da cidade. Por exemplo, a maior comunidade Portuguesa está no bairro de Petershawn em Sydney. A Chinesa e a Italiana, em praticamente todas as cidades. A Grega e a Indiana em Melbourne, e por aí vai. Um dos poucos povos que ainda não tem uma comunidade ou bairro característico na Austrália, são os brasileiros, apesar de ter muitos deles aqui (e ser muito fácil de encontrar um em Bondi, Sydney). Quem sabe num futuro próximo...

Atirei o pau no gato-to-to, mais o gato-to-to, não morreu-reu-reu..

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