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Os Europeus
na Nova Zelândia

 A Chegada dos Europeus na Nova Zelândia aconteceu bem mais tarde que na Austrália e a colonização foi bem diferente. A Austrália desde 1770 já tinha iniciado a construção de vilas, e começava a trazer prisioneiros condenados para popular e trabalhar na colônia. A Nova Zelândia não recebeu e não despertava muito interesse da Coroa Britânica, pelo fato principalmente de ser muito remota fora de rota e à mais de 2000 Km a Sudeste da Austrália. Ainda por cima numa época em que barcos eram movidos a vela, e a viagem durava uma eternidade.

O problema era que os Franceses andavam muito assanhados para os lados da Nova Zelândia, fincando bandeiras e trocando mercadorias com os Maoris, principalmente trocando baleias por mosquetes. Os missionários religiosos também invadiram o país tentando converter os nativos para o Cristianismo, como já haviam feito em quase toda a Polinésia. Maoris brigavam com Maoris, e o país estava uma zorra federal. Era como terra de ninguém, até que a Coroa resolveu dar um basta com a assinatura do Tratado de Waitangi em 1840, e passou a governar o país. Mesmo assim, por um ano, a nova colônia ficou sendo administrada de New South Wales na Austrália, e só no final de 1841, é que foi separada.

Por um par de anos adiante, a coisa ainda continuou complicada, pois não foram todos os chefes Maoris que assinaram o Tratado, e alguns não foram nem convidados. O pau comia solto entre os Maoris tentando definir que tribo tinha poder de decisão ou não. Na Inglaterra ao mesmo tempo, estavam acontecendo diversas manifestações de fazendeiros, descontentes com a política agrícola e de divisão de terras, até que um publicitário chamado Edward Gibbon Wakefield, teve uma brilhante idéia. Que tal se a gente mandar esses fazendeiros para lá?. Um escritório de emigração chamado New Zealand Company, foi aberto para cadastrar todos aqueles que topassem ir. A Coroa ia vender terras na Nova Zelândia para os  fazendeiros por preço de banana, e a passagem de navio ia de brinde. A coisa foi mais ou menos do tipo:-Vai pra Nova Zelândia, e não me enche mais o saco aqui na Inglaterra. Muitos toparam na hora.

Por 1860, carneirinhos pastavam alegres por todas as partes da NZ, mas alguns Maoris continuavam descontentes, e outros estavam putos da vida de ver terras e tradições sendo modificadas. Foi aí que o pau comeu feio. Pakehas (os brancos) e Maoris entraram numa Guerra sangrenta que durou 12 anos, e por pouco os Maoris não levaram a melhor. Com a vitória, os Ingleses ocuparam milhões de acres de terras Maori, e o Tratado de Waitangi não passava de um pedaço de papel esquecido na gaveta. As hostilidades perduraram por mais 10 anos, e enquanto isso, os fazendeiros estavam progredindo socialmente, juntando-se em cooperativas, e formando uniões. Em Otago na Ilha do Sul, ouro foi descoberto e atraiu ainda mais imigrantes Ingleses, bem como Alemães e Escandinavos. O país estava tomando jeito e forma, mas ainda existia o problema Maori a ser resolvido.

Em 1876, um fazendeiro aristocrata, de nome Julius Vogel, havia sido eleito Tesoureiro, e mais adiante virou Primeiro Ministro. Ele resolveu tomar algumas atitudes, sendo a primeira, a de abolir governos de províncias. Na Austrália, isso deu em pizza, provocando conflitos entre os estados e a Federação. Mas na Nova Zelândia tudo correu pianinho. Doravante a Nova Zelândia não tinha mais Estados, era uma coisa só, um país só. A segunda providência foi fazer as pazes com os Maoris devolvendo terras que haviam sido confiscadas durante a guerra, e ao mesmo tempo, incluí-los em todos os direitos e deveres como qualquer outro cidadão. Tudo ficou bem, e o Tratado ressuscitou da gaveta. 

O cruzamento de várias espécies de ovelhas, principalmente a Merino, estava transformando a Nova Zelândia no que pode-se chamar de "excelência na produção de carne e lã de ovelha". As exportações explodiram, com a Inglaterra sendo o maior comprador. Em 1907, a Nova Zelândia por acordo conjunto, deixou de ser Colônia Inglesa. À partir daí não parou de progredir, se tornando essencialmente agrícola com um dos melhores regimes sociais no mundo, passando a ser conhecida em todas as partes, como "Welfare State", ou país do bem estar. Não havia ricos nem pobres, todos trabalhavam muito duro na terra, tendo como principal inimigo as distâncias que os separavam do resto do mundo. Esse isolamento, fez dos Kiwis um dos povos mais criativos e solidários, tendo que inventar e adaptar tudo o que tivessem em mãos para sobreviver. Nenhuma nação no mundo, jamais produziu tanto, com tão pouca gente, e em circunstâncias tão precárias. Hoje 74,5 % da população é de origem européia.
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