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Trabalho na
Nova Zelândia
F.A.Q.

Com exclusividade, conseguimos entrevistar a autoridade máxima em assuntos de trabalho na Nova Zelândia, o incansável comedor de borracha, professor Keawork (foto acima). A única imposição do seringado professor, foi que a entrevista fosse no estacionamento de uma estação de Esqui, onde os muitos automóveis e seus frisos de borracha, proveriam o tira gosto preferido dessa Ave Alpina. O professor assinou um termo, nos isentando de qualquer responsabilidade pelos estragos que iria causar em carros alheios, mas antes, não deixou de pedir para provar a tampinha de nossa caneta Bic, o que concordamos sem restrições. A entrevista na íntegra segue abaixo:

1) Professor, é verdade que a Nova Zelândia precisa de mão de obra qualificada em várias áreas?

R.: Precisar é pouco, tá pedindo pelo amor de Deus, pois não tem gente qualificada suficiente para dar conta do recado. A Tecnologia corre mais rápido do que a gente consegue formar gente. Por isso, estamos realmente desesperados por técnicos experts e com experiência em vários setores.

2) Mas isso está acontecendo em todos os setores?

R.: Todos não! Tem alguns que estão até botando gente pelo ladrão, mas em outros a falta de pessoal tá braba. Como por exemplo, vou contar um caso que passou comigo..."Outro dia, tava com uma pena encravada, e tive que voar horas até chegar numa cidade que tivesse um veterinário pra cuidar de mim. Foi muito difícil de achar, e quando achei, o banco de dados do computador dele tava quebrado, e não tinha nenhum técnico programador especializado para consertar, ainda por cima ele tava sem enfermeira, e eu tive que segurar uma asa com a outra, para ele tirar a dita a pena. Uma vergonha! Tem também o caso do meu companheiro Keabab, que foi comer uma borracha de para brisas, e quebrou o bico. Sabe que foi difícil arrumar um biquista, digo, dentista pra ele?! Tá faltando gente especializada em muitas áreas, e a imigração tem uma lista completa delas, tanto de longo termo, quanto a curto prazo.

3) Dizem que a falta é por causa de salários baixos, isso é verdade professor?

R.: Sim e não, muito pelo contrário. Realmente os salários aqui não são os mais altos do mundo, mas também não são tão ruins assim. Eu por exemplo, sou sócio de uma oficina mecânica especializada em troca de frisos de automóveis, e o negócio vai de vento em popa. Vivo muito bem com meu salário. Outro dia soube de um analista de sistemas da Inglaterra, que teve 7 propostas de emprego em somente duas semanas aqui na Nova Zelândia. Ele tava receoso de largar o trabalho que tinha lá, e ganhar menos aqui. Sabe o que ele me falou? Que tava até ganhando mais aqui, porque como a moradia, a comida, e os gastos em transporte eram menores que na Inglaterra, para ele a mudança foi lucro, além da qualidade de vida ser melhor.

4) Mas essa demanda é só para trabalhos qualificados ou não qualificados também?

R.: Existe alguma coisa em trabalhos não qualificados mas é pouca. Fazendas, colheitas, restaurantes, e até mesmo trabalhador braçal faltam em algumas áreas e em geral são temporários. Mas está faltando porque quase ninguém quer fazer esses trabalhos porque pagam pouco demais, e não dá pra juntar, nem pra viver direito com eles. (De repente o professor toma um susto, vendo sua própria imagem no retrovisor do carro que comia).

5) Quer dizer então que é fácil conseguir  emprego na Nova Zelândia?

R.: Não é bem assim, a coisa depende muito da pessoa em questão. Arranjar bico não é difícil, mas arranjar um emprego mais razoável, aí vai depender muito do Inglês que a pessoa fala. Os Britânicos, Australianos, e Americanos, não tem problema com a língua, mas todos os demais vão sofrer um bocado se não falarem Inglês bem. Tem também a qualificacao da pessoa, porque se é especialista em alguma coisa e fala Inglês, então tudo fica bem mais fácil, mas do contrário, a Águia pode pegar. (Nesse ponto o professor olha pro céu e se benze ao perceber que não tem nenhuma Águia por perto).

6) Mas não é todo mundo que pode trabalhar? 

R.: Tá doido, claro que não! Você acha que eu ia deixar vagabundo vir aqui pra tirar o meu trabalho no meu próprio país?! Graças aos Céus, a imigração botou ordem na casa, e com exceção da Austrália, a Nova Zelândia só aceita trabalhadores de outros países depois que for constatado que não tem nenhum Kiwi que possa fazer esse trabalho no momento. Para trabalhar legalmente, é necessário tirar uma Work Permit na imigração depois que a pessoa tiver tido uma oferta de emprego. Mesmo estudante ou qualquer um pode tirar. A única diferença, é que estudantes em cursos de mais de 6 meses podem tirar o visto sem ter tido uma oferta de emprego ainda. Mas no final dá no mesmo. Qualquer um pode trabalhar, desde que se tenha um visto e uma oferta de trabalho.

7) É muito difícil tirar o visto de trabalho professor ? 

R.: Mais mole que as minhas penas. Basta ter um pouco de paciência, que os oficiais da imigração andam atolados de trabalho. Acho até que vai virar mais uma profissão em demanda em breve, a de oficial de imigração..mas onde estávamos? Sim, é fácil, e tudo que o interessado tem que fazer é: arranjar uma oferta de trabalho, pegar 2 formulários, um para o aplicante e outro para o patrão preencher. Depois de preenchidos, paga a taxa e dá entrada no pedido. O ideal é entregar em mãos, que pode até mesmo sair no mesmo dia, mas pode até demorar um mês, nunca se sabe, pois além deles estarem atolados, se a documentação não tiver em ordem, o bicho pega. (O professor pede licença para largar o excesso de borracha no matinho, e volta aliviado).

8) E onde é que o bicho costuma pegar professor? 

R: Por cima, vem de cima e craw! Não professor, não estou me referindo a Águia, mas a imigração. Ah! Normalmente é porque na hora do patrão preencher o formulário, ele não esclarece direito que não encontrou um profissional Kiwi para fazer o trabalho. Ele tem que botar lá escrito bem claro que não conseguiu, talvez por motivo de falta de experiência dos antigos aplicantes (dica). Também muita gente erra no preenchimento, não botando o número do passaporte corretamente, validade, endereço na Nova Zelândia e essa coisinhas. Tem que preencher com atenção, e revisar antes de entrar. Muita gente acha que os patrões não vão querem preencher e assinar o formulário, o que até pode acontecer, mas a maioria não se nega. Nós Kiwis, gostamos da coisa muito certinha, e porque recusar, se estamos precisando daquele trabalhador?

9) Professor Keawork, tem havido muitas dúvidas sobre qual é a melhor cidade ou região para encontrar trabalho na Nova Zelândia. O senhor poderia nos esclarecer?

R.: Olha isso é papo de bico pra fora, porque todas as cidades e regiões oferecem boas ofertas. O que a pessoa tem é que decidir se quer ficar numa cidade grande, pequena, no campo, clima mais quente ou mais frio, enfim, buscar emprego a partir do estilo de vida que gosta de levar. A outra coisa que muita gente não leva em consideração é que a Nova Zelândia é uma coisa só. Eu quero dizer que as pessoas na Nova Zelândia, não costumam se fixar numa cidade por causa da infra- estrutura pois é praticamente a mesma em todas elas, e a maior diferença é o visual. Aqui as pessoas vão onde as oportunidades estão, e se mudam de cidade quase como se muda de roupa, dependendo da oferta de emprego que aparecer. Claro que Auckland sozinha concentra mais de 40% de todas as ofertas da Nova Zelândia, mas em contrapartida, Auckland é a cidade mais cara de se viver e mais competitiva. Todos os outros centros tem empregos sendo oferecidos também. Como já disse antes, vai depender do estilo de vida da pessoa e das habilidades profissionais que ela tem. E eu vou mais longe, hoje as maiores demandas não estão em Auckland, mais fora dela. Wellington está muito interessante, principalmente para profissionais de informática. Médicos estão em falta em todas as regiões rurais, e por aí vai. (O professor avista uma motocicleta cheia de detalhes em borracha, e imediatamente se muda para ela).

10) É verdade professor que o governo da Nova Zelândia inclusive está incentivando as pessoas que tem ou estão obtendo uma qualificação profissional, à ficar na Nova Zelândia para sempre?

R.: Papagaios me mordam! Claro que é verdade! Imagine um país como a China, que nos próximos 10 anos deverá ser o maior exportador mundial, e compare com a Nova Zelândia. Como é que um país com 4 milhões vai competir com um de mais de 1 bilhão, ou até outros como um tal de Braza, bem maiores que a New Zealand?!  Nós temos que fazer alguma coisa senão vai faltar borracha no meu jabá, e nada mais simples do que pegar gente qualificada de outros países e trazê-los para cá. Se não forem qualificados, podem estudar numa de nossas ótimas escolas e se qualificarem, e com certeza se for numa área em demanda, vão conseguir empregos e serem aceitos para uma residência permanente. A única coisa que não queremos são pessoas ilegais ou fora da lei. Todo mundo que quiser contribuir com o crescimento da Nova Zelândia é benvindo, e terá com certeza uma ótima qualidade de vida por aqui. 

11) Falando em ilegal professor, é verdade que tem muita gente trabalhando ilegal por aqui? O que o Sr. acha disso?

R.: Não é verdade. A maioria de nossos visitantes, estudantes, e trabalhadores estrangeiros cumprem a lei direitinho e trabalham legalmente sem problemas, com um Work Permit na mão. Claro que tem uma pequena parcela que até por imaturidade não quer se dar ao trabalho de tirar uma permissão ou acham que não precisam de uma. Essas pessoas acabam presas e deportadas, e não pensam o quanto fácil é fazer tudo legal na Nova Zelândia. A consequência é terrível para eles, porque estão fechando uma porta aberta até para eles mesmos, de ficarem e se tornarem cidadãos Kiwis e poderem trabalhar com salários dignos, ao invés de ganharem migalhas que não enchem o papo. Eu fico muito triste quando vejo essa atitude, pois quando abrimos acordos de isenção de vistos para muitos países, a idéia é facilitar a entrada de pessoas honestas e batalhadoras na Nova Zelândia. Como disse, a maioria faz tudo direito, e só uma minoria irresponsável quer voar contra o vento. Seria lamentável se num futuro próximo tivermos que cancelar esses acordos, e voltar a exigir vistos de alguns países que ganharam um status importantíssimo em nossas relações de amizade. Assim como abrimos as portas de nossas casas, temos o direito de fechá-las a qualquer momento se não respeitarem.

12) Para terminar professor, qual a dica que o Sr. daria para aqueles que querem vir trabalhar na Nova Zelândia num futuro próximo?

R.: Primeiramente claro, que não me decepcionem e façam tudo dentro da lei, e em segundo, que comecem a estudar Inglês desde agora. Também indicaria a aqueles que estão estudando alguma carreira profissional, e que ainda não terminaram o curso, considerassem de vir terminar na Nova Zelândia, pois nós precisamos desses profissionais aqui. Para os que já tem uma profissão, e desejam vir morar e trabalhar na Nova Zelândia, eu aconselharia fortemente a se aplicar para uma residência permanente, de preferência já com uma oferta de emprego garantida, o que facilitaria muito a imigração. Para os que vem para trabalhos temporários não deixem de pegar seu work permit. Eu tenho certeza que muitos vão adorar viver aqui. (O professor viu um caminhão de pneus passar na estrada e saiu batido atrás dele sem se despedir).

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